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Prisão

Ela acorda cedo, vai até o banheiro e toma um banho. Às 08:05 pontualmente, está a frente do prédio onde passa as próximas 9 horas do dia, com uma pausa de 1 hora de almoço. Hora essa que às terças e quintas, ela tem que ir buscar a sobrinha na escola e ainda engolir alguma coisa, bem rápido.

As pessoas perguntam como ela está, ele pergunta como ela está, e sua resposta é automática: “está tudo bem, muita correria”.

Ainda dizem que esse é um “free country”, desde dos tempos do colégio. Nesse país todos têm liberdade, há muitas oportunidades.

Nessa era todos são corredores, e seguem uma rotina pesada de treinamento. Em busca da alforria.

Ao conquistar a alforria, muitos não encontram com quem comemorar, ou estão tão esgotados, que não é mais possível aproveitar a liberdade.

“Ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode.” - Jean-Paul Sartre

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Minha linha

De forma inconsciente, por instinto, por sobrevivência eu desenhei uma linha no dia que você se foi. Naquele dia, jurei secretamente que nunca voltaria para trás daquela linha.

Tudo se complicou, tudo que eu queria, tudo que me fez voltar estava mais longe, mesmo eu estando mais perto. A criança em mim foi queimada, a adolescência foi podada e o que era importante, era sobreviver.

Não foi uma travessia fácil, a linha se estendeu, mas foi atravessada.

Toda travessia representa um novo arco, e o novo arco fez tudo compensar, poderia ter sido diferente, menos complicado, menos doloroso. Mas você estava errado, você quase levou tudo de bom de mim. Quase levou…

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Inercia

Quando a inercia exerce força para algum lado, muitos homens são bons. Quando a inercia exerce força para baixo, muitos homens são fracos.

Poucos são os homens que usam a inercia para se mover para o lado certo. E fora de séries são os que influenciam a inercia e movem as pessoas para o lado certo.

Seja a mudança que você quer para o mundo. Frase batida, mas verdadeira. Erre, acerte, mas nunca deixe de agir.

Tags: pensamentos
Video

Há músicas e clipes que marcam a nossa história. Fazem a gente sentir velhas cicatrices, a ter a mesma sensação daquela época.

Com o tempo tudo passa de recordações, e até as ruins às vezes precisam ser lembradas, para nós dá mais força e valorizar o que temos e somos hoje.

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“Se eles querem tentar, deixe eles tentar”

Acabei de ouvir essa frase do Eddie Vedder, ao ver o vídeo do show do Lollapalooza 2013.

O contexto que ela foi falada foi o do casamento gay. Mas a mesma frase se aplica a vários contextos.

Hoje em dia é um saco, as pessoas no geral são um saco. Não no sentido de serem chatas, afinal até ser chato é um “crime” hoje.

Se o ser humano por sua essência, por assim dizer, já gosta de se meter na vida dos outros. Hoje em dia com onde as redes sociais te fazem saber de tudo, as pessoas são cada vez mais chatas.

Vivemos na ‘era’ do politicamente correto. Criamos um novo “american way of life”, onde se alguém desvia “do caminho”, já há “trozentas” pessoas criticando.

Pensando num RPG, as pessoas estão mais interessadas em comprar mapas, do que abrir o mapa sozinhas. O conhecimento é bom, mas a experimentação é uma das melhores maneiras de adquirir conhecimento.

Ninguém tem direito de impor limites (além dos que estão na lei), o que podemos é guiar e educar, (praticamente sinônimos).

Recriminar então, isso sim deveria ser um crime.

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Aperte o play

Eu estou sempre com fone de ouvido, mas há muito tempo eu não ouvia realmente uma música.

Apertar o play, fechar os olhos e deixar os pensamentos fluirem de acordo com a melodia e letra.

São nesses momentos que entramos em sintonia, com nós mesmos.

Tags: música
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Nossa torre

Eu poderia construir ela sozinha, mas ela não teria as curvas que estão surgindo. Nem os detalhes, as marcas que deixaremos gravadas. Marcas que farão nossos filhos e netos nunca desistir.

Sozinhos, ela poderia ser maior, mas suas bases seriam mais fracas, seria apenas uma torre. Juntos construiremos um marco, que lembrará que a vida ainda pode ser vivida, não como os contos de fada, afinal os problemas irão vir, as tempestades chegarão, mas irão passar.

Iremos viver, com muito amor e dedicação, de mãos dadas.

Tags: amor vida juntos
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Pequeno ato

Hoje no caminho para ir cortar o meu cabelo no meu amigo Celso, um “tiozinho”, de uns 60 anos, me para na rua.

Ele estava com uma agulha e uma linha em suas mãos, e eu estava com a minha velha mochila, pesada, já suando por subir uma bela de uma subida e com pressa.

Ele me para e pergunta se eu posso ajudar ele, me mostrando a agulha e a linha. Eu acho engraçado, inusitado, e digo que posso tentar.

Vejo que a linha é bem fina, uma linha marrom que já tentou entrar várias vezes na cabeça daquela agulha.

Enquanto eu tento cumprir a minha “side mission”, o “tiozinho” me conta que a sua mulher faleceu, e que o filho dele está dormindo ainda, porque chegou tarde. Ele me conta que faz tempo que está tentando colocar a linha na agulha sem sucesso.

Eu apanho um pouco, mas no final eu dobro a ponta da linha já gasta, pra dá mais firmeza, e num movimento certeiro, passo a linha pela agulha. Para a felicidade do “tiozinho” e minha satisfação.

Ele me agradece, e eu digo que foi nada, e desejamos bom dia um para o outro. E eu sigo a minha jornada, após completar esse pequeno ato, uma “side mission”, que ajudou um velho homem a costurar alguma roupa.

Tags: pequeno ato
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Review - What About Now (Bon Jovi)

Lançado no começo desse mês, What About Now é o 12º álbum de estúdio da banda Bon Jovi.

Se você conhece Bon Jovi desde dos 80 e acompanha a banda, sabe que as músicas da banda não são mais igual a década de 80 e 90. Desde os anos 2000 a banda vêm numa evolução. Uma mudança sonora e temática em suas canções.

O novo álbum dessa banda de mais de 30 anos, é cheio de otimismo, fé, sonhos, contexto econômico atual, amor e o peso da idade.

Não é um álbum que te encanta na primeira vez que você escuta, mas quando você escuta algumas vezes, você logo acha pelo menos umas 3 músicas favoritas e vai gostando mais do álbum como um todo.

As músicas destaques na minha opinião são:

-  I’m with you: letra com a marca de Jon e Richie, lembra um pouco as letras de These Days. Com versos fortes e uma melodia primorosa, destaque para o solo do Richie Sambora.

- What About Now: a música que dá nome ao álbum segue a linha de Because We Can, mas acerta no nível da mensagem. É uma daquelas músicas que te faz refletir, que te empurra e motiva. Com um excelente arranjo e uma letra sólida, menos pegajosa e melhor trabalhada que Because We Can.

- Pictures of You: lembra Always, no sentido de falar de um amor perdido, mas fala de uma forma mais figurativa. Excelente letra e melodia.

- What’s Left of Me: uma música que retrata e explicar muito bem porque o Bon Jovi de 2013 não é o Bon Jovi de 1986. Eles não estão mais na casa dos 20, estão na casa dos 50. O mundo mudou, e essa canção retrata isso. Uma das melhores letras do álbum.

- Room at the End of the World: apaixonante, é o que essa música é. Linda letra, a mais romântica do álbum, um trabalho primoroso de composição. “Take your time, take it slow - It’s me and you in our room at the end of the world”

- With These Two Hands: pegajosa, sim. Daquelas que rima a cada verso com versos curtos. Mas a mensagem e a melodia são ótimas.

Essas são as minhas favoritas até o momento. De um álbum que com certeza não é o melhor do Bon Jovi, e que não foi feito para ser o melhor. E sim pra mostrar a visão, a arte e talento dessa banda que está há 30 anos na estrada, escrevendo e compondo músicas de qualidade, não presas ao passado, mas sim ao presente e com o otimismo já marcante em suas canções.

Com What About Now, um Bon Jovi mais maduro novamente aparece, mostrando que não precisa provar nada a ninguém, que não precisam fazer álbuns cheios de hits, voltar ao antigo estilo. Só precisam continuar fazendo o que eles sabem e tem talento de sobra pra fazer: músicas que marcam momentos, épocas de nossas vidas e nós empurram pra frente!

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Agora

Parece que todo mundo que tirar algo desse mundo. Não percebem que nós não temos nada, tudo o que temos é passagerio.

Numa passagem o mais importante não é o tempo. O mais importante precisa estar em nossas mãos.

A jornada, feita dos muitos caminhos que tomamos, às vezes por impulso, confiança, medo, amor, raiva, curiosidade, etc.

Não precisamos de tudo que nos oferece, e o que precisamos não está nos anúncios do jornal de domingo.

Precisamos de menos certezas e mais dúvidas, mais esperança e inovação, falar menos e cantar mais, reclamar menos e procurar mais soluções, errar mais, arriscar, deixar de apenas sobreviver e começar a viver. Precisamos de tanto, mas só temos o agora.

O que será agora?

Tags: agora jornada